LEGENDA PARCIAL E INTERESSADA DO MAPA SATÍRICO:
PARTIDOS IDEOLÓGICOS
PARTIDOS IDEOLÓGICOS
Partido dos Trabalhadores (PT)
Casa Lula
Partido da situação, todos os outros são oposição ou fazem parte da base aliada que é mais ou menos variável de acordo com o cenário político.
Guarda Real: Presidente do Instituto Lula (Paulo Okamoto); Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (Gilberto Carvalho); Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais (Maro Aurélio Garcia); Ex-Ministro da Comunicação Social (Franklin Martins); Prefeito de São Bernardo e indicado a Ministro do Supremo Tribunal Federal (Luiz Marinho).
Guarda Real: Presidente do Instituto Lula (Paulo Okamoto); Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (Gilberto Carvalho); Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais (Maro Aurélio Garcia); Ex-Ministro da Comunicação Social (Franklin Martins); Prefeito de São Bernardo e indicado a Ministro do Supremo Tribunal Federal (Luiz Marinho).
Pequeno Conselho do Trono: Ministra-chefe da Casa Civil (Gleise Hoffman), Porta Voz do Planalto (Guido Mantega); Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Fernando Pimentel), Ministro da Educação (Aloísio Mercadante); Ministério da Comunicação Social (Helena Chagas); Ministério do Desenvolvimento Social (Tereza Campello); Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão (Miriam Belchior).
Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)
Principal partido da oposição, agora liderado por essa casa.
Casa Neves
Senador
por Minas Gerais (Aécio Neves); Governador de Minas Gerais (Antônio
Anastasia); Presidente do Instituto Teotônio Vilela (órgão privado)
(Tasso Jereissati); Prefeito de Belo Horizonte (Márcio Lacerda (PSB))
Deputado Federal por Pernambuco (Sérgio Guerra); Presidente do Serviço
Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (Andréa Neves).
Casa Serra
Ex-governador
do estado de São Paulo (José Serra); Ex-governador do estado de São
Paulo (Alberto Goldman); Senador por São Paulo (Aloísio Nunes); Prefeito
de Manaus (Arthur Virgílio); Deputado Federal, Deputado Federal (PE),
Vereador da cidade de São Paulo (Andrea Matarazzo).
* Governador de São Paulo (Alckimin), ex-Presidente da República (Fernando Henrique Cardoso).
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Cidade dos Livres
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro (Jean Wyllys), Deputado Estadual do Rio de Janeiro (Marcelo Freixo), Deputado Federal pelo Rio de Janeiro (Chico Alencar), Ex-Deputado Federal por São Paulo (Plínio de Arruda Sampaio), Senador pelo Amapá (Randolfo Rodrigues).
PARTIDO FISIOLÓGICO E IDEOLÓGICO QUANDO INTERESSA
Partido Social Brasileiro (PSB)
Casa Arraes
Governadores
de Pernambuco (Eduardo Campos), Piauí (Wilson Martins); Espírito Santo
(Renato Casa Grande); Paraíba (Ricardo Coutinho), Amapá (Camilo
Capiberibe); Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul (Beto Albuquerque);
Senador por Pernambuco (Jarbas Vasconcelos); Ministro da Integração Nacional (Fernando Bezerra); Prefeito de Recife(Geraldo Júlio)
Gomes
Governador do Ceará (Cid Gomes), Ex-Ministro da Integração Nacional (Ciro Gomes)
PARTIDOS FISIOLÓGICOS
PARTIDOS FISIOLÓGICOS
Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)
Casa Temer
Casa Temer
Vice-Presidente da República (Michel Temer); Secretaria de Aviação Civil (Moreira Franco); Ministro da Previdência Social (Garibaldi Alves); Deputado Federal pelo Rio Grande do Norte (Henrique Alves), Deputado Federal por São Paulo (Gabriel Chalita), Senador por Rondônia (Garibaldi Alves), Senador pelo Ceará (Eunício Oliveira)
Casa Sarney
Senador pelo estado do Amapá (José Sarney), Presidente do Senado e Senador pelo estado do Alagoas (Renan Calheiros), Ministro de Minas e Energias (Romero
Jucá), Governador do Maranhão (Roseana Sarney); Deputado Federal (Rio
Grande do Norte); Senador por Roraima (Romero Jucá).
Lordes da Guanabara
Governador
do Rio de Janeiro (Sérgio Cabral), Vice-Governador do Rio de Janeiro
(Pézão), Prefeito do Rio de Janeiro (Eduardo Paes)
Casa Kassab - Partido Social Democrático
(PSD)
Ex-prefeito de São Paulo (Gilberto Kassab), Governador de Santa Catarina (Raimundo Colombo), Ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa do Brasil e Vice-governador de São Paulo
(Guilherme Afif); Senador pelo Tocantins (Kátia Abreu); Vice-Governador
da Bahia (Otto Alencar); Ex-senador por Santa Catarina (Jorge
Bornhausen).
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Olá, olá, olá,
Continuando a nossa série-pouco-séria, hoje trazemos um mapa-satírico da conjuntura política em Brasília que achamos muito útil, especialmente para iniciantes-assumidos no universo da política, porque ajuda a associar o nome à pessoa e a pessoa ao cargo e ao partido.
Vejamos porque isso é crucial.
Democratas (Dem)
Vale da Diretira
Deputado Federal por Goiás (Ronaldo Caiado), Governadora do Rio Grande do Norte (Rosalba Ciarlini), Senador pelo Rio Grande do Norte (Agripino Maia), Prefeito de Salvador (ACM Neto)
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Olá, olá, olá,
Continuando a nossa série-pouco-séria, hoje trazemos um mapa-satírico da conjuntura política em Brasília que achamos muito útil, especialmente para iniciantes-assumidos no universo da política, porque ajuda a associar o nome à pessoa e a pessoa ao cargo e ao partido.
Vejamos porque isso é crucial.
No cenário político nacional há basicamente dois tipos de peça: os partidos ideológicos e fisiológicos.
Os primeiros são os partidos que formulam um projeto de governo para o
Brasil, construindo uma política econômica e social própria. Os segundos
são os partidos que não têm um projeto para o
país e se dedicam, no que toca o governo federal, a negociar o seu apoio
no congresso e no senado por cargos públicos e apoios regionais e outros de diversos tipos.
Atualmente,
por exemplo, pouca gente sabe que o Feliciano, o deputado que defende ardorosamente a
cura gay, pertence a um partido fisiológico, PSC. A base aliada da
presidenta, da qual esse partido faz parte, apesar de sua extrema popularidade até recentemente, já foi bem reduzida. Perder o
PSC, que não aceita a troca desse imbecil porque ele virou ídolo da
direita, seria um risco político que não tem opinião pública pra que tire o
cara de lá.
Outro exemplo é a casa Marina que não
está em nossa legenda porque ainda não tem legenda (partido). Marina Silva saiu de
um partido ideológico, o PT, para ir para um partido fisiológico
acreditando que poderia transformá-lo em ideológico e não conseguiu. Pra
quem não sabe, em lugares o como o Rio de Janeiro o PV teria um
comportamento mais ideológico, propondo programas à esquerda. Contudo,
em São Paulo ele é apenas um partido fisiológico que apoia o PSDB no governo do Estado. Para não deixar de ser apenas isso, caro
leitor, na época em que Marina foi candidata até as filiações ao PV foram dificultadas para não deixar ela e seu grupo mexer nesse fisiologismo rentável e central.
O partido fisiológico não tem interesse, necessariamente, em crescer ou ganhar uma eleição.
Então por que eles lançam um candidato?
Por
dois principais motivos. Primeiro porque, mesmo perdendo uma
prefeitura, o partido pode conseguir votos o
bastante para eleger vereadores, por exemplo. Como não há programa
político, além da verba do fundo partidário, seus vereadores poderão,
com sorte e empenho, levantar dinheiro e cargos na prefeitura negociando
seu apoio na câmara. Segundo porque, chegar a um segundo turno em uma
cidade do interior pode render imediatamente um bom dinheiro ou a
promessa de cargos. Como o interesse não é ganhar, no segundo turno se
finge estar disputando, mas se 'vende' a candidatura para o outro
candidato concorrente.
A conduta fisiológica de um
partido é bastante rentável, como se pode ver, a curto prazo. A longo
prazo, as possibilidades de um partido fisiológico crescer são pequenas,
pois ele fica descaracterizado diante do eleitor, deixando sempre um
grande flanco aberto para os partidos ideológicos. Em verdade, a
tendência é eles irem rachando ou se extinguindo para poderem se adaptar
em Brasília à nova 'chupinhação' do momento. Nesse sentido, não é à toa
o grande número de mudanças partidária de políticos desses partidos (o que não tem nada a ver com mudar de
ideia, como disse no post passado): Sarney: PSD (1954-1955), PST (1955),
UDN (1955-1964), Arena (1964-1983), PDS (1979-1984), PFL (1984) e PMDB
(1984-atual); Eduardo Paes: PV, PFL, PTB, PSDB e PMDB; Kassab:
PL (1989–1995), PFL (1995–2007), DEM (2007–2011), PSD (2011–atualidade).
Bom... mas já que queremos explicar coisas antigas com elementos atuais, a votação que ocorreu no início do ano pela destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação ajuda e muito a esclarecer a atuação dos partidos fisiológicos no atual cenário, pois ela foi decidida por 9 votos, só a bancada do PSC do Feliciano é composta por 16 deputados federais. Hoje, dia 26/6, após muitos dias de manifestações com pautas difusas, essa votação que tinha sido engavetada foi não só retomada como aprovada, destinando 75% deles para a educação e 25% para a saúde.
Contudo, apesar de nossa felicidade quanto ao resultado da votação, precisamos entender porque, há poucos meses atrás, uma nação que sonha em ser primeiro mundo foi passada pra trás em seu passo fundamental para isso, qual seja, o investimento em educação. Se não lembrarmos dos partidos que foram contra a educação, estaremos sujeitos a eles ainda por décadas!
Contudo, apesar de nossa felicidade quanto ao resultado da votação, precisamos entender porque, há poucos meses atrás, uma nação que sonha em ser primeiro mundo foi passada pra trás em seu passo fundamental para isso, qual seja, o investimento em educação. Se não lembrarmos dos partidos que foram contra a educação, estaremos sujeitos a eles ainda por décadas!
Dos 220 votos que queriam barrar para sempre a proposta de 100% do destino dos royalties do petróleo para a educação, apenas por volta de 1/4 dos deputados federais eram da oposição e o resto eram de partidos que começaram na base aliada do governo do PT [ 97 eram partidos fisiológicos (37 eram do PSD do Kassab; 20 do PP; 20 do PR; 13 do PTB e 7 do PSC do Feliciano) e 47 do chamado Bloco de esquerda, mas que, de esquerda mesmo, parece só ter o PCdoB que votou a favor da proposta (26 do PDT; 13 do PSB de Ciro Gomes, 8 do PRB)] e ganharam seus votos mentindo, pois diziam que iriam apoiar a continuidade do governo Lula com a Dilma, mas agora estão fazendo o contrário boicotando suas propostas para o país como se tivessem algum projeto de esquerda ou de direita, que seja, para ele!!!
Graças à habilidade do governo foi possível capitalizar as manifestações populares para uma proposta que seria enterrrada e que ficou, na minha opinião, melhor do que a original já que 25% dos royalties vão para saúde, outro serviço essencial que será beneficiado.
Ora, ora, ora....
Em geral, os partidos fisiológicos são de direita... Contudo, partidos à esquerda também podem ter um comportamento fisiológico na medida em que, mais do que a própria oposição, como no caso do PSB de Ciro Gomes, chegam a não medir consequências para chegar à presidência e passam por cima da própria história do Brasil que tem caminhado para priorizar, com unanimidade, a educação. Ao que tudo indica, o PSB será o PMDB do futuro, atual rei do fisiologismo
encarnado nas figuras do Sarney e Renan Calheiros, e talvez consiga até
mesmo se destacar nas eleições de 2014 com Eduardo Campos.
Aliás, fica aqui outra lição de hoje. Quando você
tiver assistindo o noticiário e ouvir que uma votação no congresso, no
senado, nas próprias urnas etc. precisa de um partido que será o 'fiel da balança', esse partido provavelmente é fisiológico. Deveria
haver uma campanha só de anti-voto nesses partidos porque, na verdade,
eles convencem as pessoas de que irão gestar o governo de uma forma
melhor para a coletividade enquanto por vezes não querem nem mesmo ganhar a eleição, que dirá implementar melhorias de fato.
Por fim, fique claro: o PT e o PSDB não escolhem se aliar a esses caras para
chegar a presidência. Essa é a condição mesma para que cheguem e permaneçam lá, entendem?
Os partidos ideológicos que se dizem puristas e não fazem alianças desse tipo, só agem assim porque abriram mão, na prática, desse projeto. Consideramos essa uma opção tão legítima quanto disputar pra ganhar a presidência da república, sendo mais importante a maneira como cada opção é realizada. Isso é a história da política no Brasil. Seria muita sacanagem
personificar isso em um só partido, como o PIG (Partido da Imprensa
Golpista) insiste.
Bom... De todo modo, é o sistema político que alimenta os partidos fisiológico como ratos que, quando chegam nos poderes estaduais e
municipais, reduzem o modo de gestão da coisa pública a negociatas de
cargos públicos e favorecimentos de empresários que vão financiar suas
campanhas e nem de longe vão prestar o melhor serviço e o mais barato.
São partidos que em geral nem procuram se informar sobre o que a população precisa!!! Esse é o modo PMDB, PSD, DEM etc. de se governar...
100%
do financiamento público de campanha é a transformação crucial de que,
na minha opinião, precisamos. Se a Reforma Política que o governo quer
propor tiver isso, tô dentro. Se não, eu tô fora! Mas isso é assunto pra
outro post...



